A economia compartilhada no campo dos atendimentos clínicos

A sublocação de salas comerciais tem se tornado uma prática bastante popular nos dias atuais, nos mais diversos segmentos profissionais.

O mesmo ocorre na área da saúde e afins, onde a sublocação de salas para consultórios se encontra em constante expansão e atrai não somente os médicos, mas também profissionais de diferentes especialidades como psicólogos, esteticistas, fisioterapeutas, dentre outros.

A popularização da economia compartilhada, conhecida também como economia colaborativa ou consumo colaborativo, vem impulsionando a prática da sublocação de salas.

Mas o que é a economia compartilhada, afinal?

Consiste em uma modalidade de economia que, como o próprio nome revela, se baseia no compartilhamento de bens ou serviços, como ocorre na sublocação de salas comerciais, por exemplo.

A economia compartilhada possui o objetivo de reduzir os custos e potencializar os ganhos e se aplica a recursos humanos e físicos, sendo que, apesar de ser uma modalidade econômica recente, é considerada uma mudança de comportamento social em escala global, a exemplo de empresas como Airbnb e Uber.

Ela atende a um conceito ainda maior: sustentabilidade. Sinaliza a compreensão, por parte das sociedades contemporâneas, da necessidade de adotar o compartilhamento em detrimento do acúmulo, diante dos graves problemas ambientais e sociais que estas vivenciam.

Um modelo mais amplo que ilustra o compartilhamento do espaço de trabalho como prática da economia compartilhada é o coworking, no qual profissionais de diferentes áreas compartilham o mesmo espaço de trabalho de forma colaborativa.

Como a economia compartilhada se aplica no campo dos atendimentos clínicos?

No âmbito dos atendimentos clínicos a sublocação de salas comerciais ou consultórios representa um exemplo da prática do consumo colaborativo, como mencionado anteriormente.

O compartilhamento de um espaço estruturado através da sublocação tem se mostrado bastante vantajoso, principalmente no início da carreira profissional.

No cenário de crise em que se encontra o Brasil, muitos estabelecimentos comerciais fecharam as portas, aumentando a oferta de imóveis comerciais disponíveis para locação.

Anúncios de locação de salas são corriqueiros nas paisagens urbanas, o que pode provocar no profissional o sentimento de que é fácil alugar um imóvel para montagem de um consultório particular. Porém, encontrar um local disponível é um mero detalhe diante de tantos desafios enfrentados pelos profissionais iniciantes.

Para profissionais que precisam de um espaço de atendimento

Para os profissionais que atuam no âmbito dos atendimentos clínicos ou estéticos, trabalhar em um ponto bem localizado é fundamental, pois facilita a articulação dos clientes e o atendimento às legislações específicas para o exercício da atividade.

Em um breve paralelo, é possível perceber diversos benefícios da sublocação em relação ao modelo tradicional de locação.

Enumerando cronologicamente os processos de abertura de um consultório, a primeira vantagem se relaciona justamente com as questões burocráticas enfrentadas pelo profissional, seja na contratação da locação da sala comercial ou na regularização desta para a especialidade a ser trabalhada.

No que se refere ao contrato de locação do imóvel comercial, apesar de o mesmo ser indispensável também para uma relação de sublocação, no último caso se dá de forma mais simples, podendo facilitar, inclusive, no tocante às garantias exigidas sem abrir mão dos critérios legais imprescindíveis ao instrumento contratual. 

Quanto à adequação do imóvel locado e sua regularização perante as autoridades competentes, como licenças sanitárias, alvarás municipais e outras burocracias inerentes ao processo de legalização de um consultório, a prática da sublocação possibilita ao sublocatário encontrar locais totalmente aptos a funcionar, ficando isento de todo o desgaste dispensado ao processo burocrático.

Em seguida, consideremos os investimentos necessários para abertura de um consultório. Sem dúvida, para o profissional da saúde, esse é o maior obstáculo para a realização do sonho de montar o próprio espaço de atendimentos.

O alto custo dos equipamentos especializados, a onerosidade das taxas cobradas na etapa de legalização do consultório, impostos e outras despesas geradas em decorrência das atividades se agravam com a baixa disponibilidade financeira e a escassez de clientes, típicos de um profissional iniciante ou que, por outro motivo qualquer, realiza poucos atendimentos em uma determinada região.

Neste quesito, a sublocação de consultórios pode ser uma excelente estratégia de inserção do profissional recém-formado no mercado de trabalho, pois, além de reduzir drasticamente o valor do investimento inicial, possibilita o retorno financeiro em um prazo bem mais curto.

O aluguel é cobrado do sublocatário somente pelo tempo de uso do consultório, que pode variar entre alguns dias na semana ou até horas. Isto viabiliza a mobilidade do profissional entre diferentes locais de atendimento, até mesmo diferentes cidades.

Outro aspecto importante da sublocação de um consultório já operante é a possibilidade de contato imediato entre os profissionais e potenciais clientes, o que ocorre naturalmente por indicação entre aqueles que compartilham o mesmo espaço.

No caso de clínicas que disponibilizam salas ou consultórios montados, até mesmo o serviço de secretariado pode ser compartilhado.

Vantagens para quem disponibiliza o espaço

Todos os benefícios enumerados até aqui foram atribuídos ao sublocatário. Vale lembrar porém que a sublocação é um exercício prático da economia colaborativa e, como tal, todos saem ganhando!

Para o proprietário ou sublocador, a sublocação do seu espaço de trabalho é uma excelente oportunidade de potencializar seus lucros, pois, reduz os períodos de ociosidade do seu consultório e otimiza a utilização dos seus recursos, evitando o desperdício financeiro.

Numa situação de dificuldade financeira, a sublocação pode ser a tábua de salvação para o proprietário de um consultório. Ela agrega renda tanto pelo recebimento do aluguel quanto na redução dos gastos, através da divisão das despesas do consultório.

Por outro lado, mesmo que o proprietário do consultório se encontre em um momento de prosperidade, a sublocação do seu espaço de trabalho nos períodos de ociosidade otimiza a sua utilização e potencializa ainda mais os seus lucros.

Para evitar complicações é importante que tanto o sublocador quanto o sublocatário estejam atentos às cláusulas do contrato de locação, pois a sublocação depende do consentimento prévio e formal do proprietário do imóvel. Você encontra um modelo de contrato que pode ser usado entre profissionais e proprietários neste artigo aqui. 

Ao contrário do que parece, a sublocação é uma prática antiga no mercado imobiliário. Porém, sua expansão é recente e, assim como a economia colaborativa, vem se tornando tendência.

Afinal, o que mudou na sublocação de consultórios?

É simples! Em plena era digital, as mais modernas ferramentas estão a um clique de distância, sendo que com tanta tecnologia disponível iniciativas inovadoras e criativas vêm redesenhando as relações sociais e econômicas mundo afora.

É neste contexto, dialogando com a economia compartilhada através da sublocação de consultórios, que nasceu a AmploS: uma startup que incentiva e auxilia profissionais que atuam na área da saúde e afins a compartilharem seus espaços de atendimento.

De forma simples e prática, ela reúne através do seu site os melhores e mais modernos consultórios disponíveis na região diretamente no seu smartphone ou computador, auxiliando na divulgação e na reserva desses espaços.

Com tanta tecnologia disponível, as startups vêm desenvolvendo iniciativas inovadoras e criativas, redesenhando as relações sociais e econômicas mundo afora através de aplicativos e plataformas digitais. Esse movimento vem ampliando a economia colaborativa como um todo, inclusive na área de sublocação de salas.